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Sindmed ABC avalia retomada do Programa “Mais Médicos”


O Sindicato dos Médicos do Grande ABC (Sindmed ABC) está acompanhando a retomada do Programa “Mais Médicos”, que foi reformulado e apresentado no dia 20 de março, como um modelo muito mais abrangente e rico em detalhes.


O programa prevê a abertura inicial de 15.000 novas vagas para profissionais de saúde, com a efetivação de 28.000 até o final de 2023. Há incentivos financeiros diversificados, entre eles para fixação em municípios mais vulneráveis; médicos-residentes de Medicina de Família e Comunidade, além de incentivo para especialização, mestrado ou aperfeiçoamento. O tempo de participação no programa é de um ciclo de 4 anos, prorrogável por igual período.


O Sindmed ABC considera que o foco deve estar sempre no compromisso com o acesso a saúde pública de qualidade, em defesa da saúde e da vida da sociedade brasileira. Há municípios no país, cerca de 350, em que não há nenhum médico. Enquanto em outros há uma rotatividade enorme. A ideia central do programa é suprir essas lacunas.


O presidente do Sindmed ABC, dr. José Roberto Murisset, considera muito positiva a retomada do programa. “O novo modelo apresentado é uma medida provisória, que ainda passará pelo Congresso. Há pontos a serem analisados, mas também tem muitos pontos positivos. É uma oportunidade de levarmos ao Congresso e ao âmbito do Ministério a questão da tão sonhada Carreira Médica de Estado. Com isso, teremos condições, a médio e longo prazo, dos médicos do país suprirem essas lacunas, inclusive nos lugares mais remotos do Brasil. Estou otimista”, declarou Murisset.


O Sindicato defende que seja criada uma Carreira Médica de Estado, com uma política adequada para fixação dos profissionais em diferentes áreas do país, inclusive nas mais remotas. Além de considerar extremamente necessário que os médicos tenham condições de trabalho adequadas, insumos necessários para o desempenho de suas atividades e também uma remuneração digna.


Um dos pontos de preocupação no modelo proposto é a possibilidade de contratação de médicos formados no exterior, sem os diplomas revalidados. É essencial a garantia de qualidade na adequada formação dos profissionais médicos envolvidos no programa. Neste sentido, solicitaremos ao governo a otimização do Revalida, avançando de duas para três edições ao ano.


O Sindmed ABC se coloca à disposição para contribuir e traçar novos caminhos que direcionem à valorização dos profissionais médicos, a defesa do trabalho e da carreira médica e a saúde de qualidade dos cidadãos brasileiros.



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